Colaboração Alexandre Cury

 

Ap√≥s os meses de confinamento, os chineses j√° sa√≠ram √†s ruas e praticaram o chamado ‚Äúrevenge buying‚ÄĚ, como uma forma de celebra√ß√£o ou compensa√ß√£o pelas severas restri√ß√Ķes sofridas, incluindo o com√©rcio de luxo. Transportando essa realidade aqui para os tr√≥picos, queremos saber:

Qual o rastro de destruição que a doença vai causar na economia brasileira?  Será que vamos precisar de um plano de estímulo mais agressivo?

Confira o que os entrevistados responderam.

 

‚ÄúO que temos pela frente √© um cen√°rio incerto, n√£o sabemos como ser√° a retomada da economia. Alguns especialistas acreditam em uma recupera√ß√£o mais lenta, ap√≥s forte queda das atividades no pa√≠s,¬†e outros acreditam em um crescimento mais acelerado, considerando que no aspecto macroecon√īmico, o Brasil estava em condi√ß√Ķes melhores do que em crises anteriores. Seja qual for o consenso, o que vemos com a crise √© o aumento do desemprego, perdas relevantes de renda pelas fam√≠lias, perda de produtividade, diminui√ß√£o do caixa das empresas, e um agravamento no quadro econ√īmico. O Pa√≠s sair√° da crise mais endividado e com gastos maiores nas √°reas de sa√ļde e assist√™ncia social. De acordo com alguns economistas, as a√ß√Ķes do governo e do Banco Central s√£o abrangentes, mas n√£o temos base de compara√ß√£o hist√≥rica para saber se as medidas ter√£o sucesso. Reformas dever√£o ser feitas, mais cortes de gastos ou aumento na carga tribut√°ria, e isso deixa uma conta alta, conta que todos teremos que pagar. Na quarta-feira, dia 22/04, o Governo Federal lan√ßou o Programa Pr√≥-Brasil, cujo objetivo √© gerar emprego e recuperar a infraestrutura do pa√≠s em resposta aos impactos trazidos pelo combate ao coronav√≠rus. O projeto ter√° duas vertentes: Ordem e Progresso. Na parte de Ordem, a√ß√Ķes voltadas para investimentos privados, seguran√ßa jur√≠dica e produtividade, melhoria do ambiente de neg√≥cios e mitiga√ß√£o do impacto socioecon√īmico, e na frente Progresso, a previs√£o √© de investimentos em obras p√ļblicas, como transporte, log√≠stica, energia, minera√ß√£o, telecomunica√ß√Ķes, desenvolvimento regional em cidades e tamb√©m parcerias¬† com o setor privado.
Enfim, estamos falando de um v√≠rus que virou o mundo de ponta a cabe√ßa, agora o que n√£o podemos ter √© um descontrole da pandemia. O Brasil tem um desafio enorme pela frente, tem que fazer voltar as atividades, tem que preservar vidas e manter um sistema de sa√ļde que comporte a doen√ßa.
Vamos acreditar e trabalhar para que tenhamos¬†dias melhores!‚ÄĚ
Fontes: Valor econ√īmico, revista Exame

Lara Reis Nabut, Economista e assessora de investimentos na BlueTrade Invest

 

 

‚ÄúEconomistas do mundo todo, n√£o s√≥ do Brasil, t√™m tentado prever os desdobramentos econ√īmicos que a pandemia deixar√° ap√≥s o seu ciclo. Os governos, federal e estaduais t√™m elaborado alternativas ou mesmo alterado suas pol√≠ticas econ√īmicas a fim de¬†que sejam minimizados os estragos que ser√£o herdados ap√≥s tudo isso. Mas como l√≠der classista, o que enxergo √© um cen√°rio com muitas empresas fechadas. H√° alguns dias vemos c√īmodos comerciais sendo desocupados, empres√°rios mudando seus modelos de neg√≥cio, enfim, ainda n√£o conseguimos saber exatamente qual o tamanho do estrago, pois ainda estamos navegando neste mar de ondas turbulentas. O lado negativo j√° sabemos: aumento do desemprego,¬†recess√£o econ√īmica e etc. Mesmo com as medidas de adiamento de recolhimento de tributos e os benef√≠cios liberados √† popula√ß√£o, que visam conter os impactos imediatos da crise, ainda n√£o ser√° suficiente. O que nos resta √© continuarmos trabalhando, dentro das possibilidades, √© claro, e tendo positividade e esperan√ßa, de que logo tudo isso passar√°.‚ÄĚ

Anderson de Melo Cadima ‚Äď Empres√°rio e Presidente da Associa√ß√£o Comercial, Industrial e de Servi√ßos de Uberaba – ACIU

 

 

“Os impactos da Covid-19 na economia serão devastadores, muitas empresas estavam se reerguendo, sem capital de giro, sem reservas, outras começavam a investir acreditando que o cenário estava crescendo.
O mais importante √© enxergar essa crise de um prisma positivo. Mudar o pensamento e a forma de administrar ser√£o fundamentais para encontrar as melhores solu√ß√Ķes para o seu neg√≥cio. Naturalmente, ap√≥s a crise, teremos um consumo reprimido de alguns itens, mas, em geral, a tend√™ncia √© que as pessoas sejam mais cautelosas nas compras daqui para frente. Com o poder de compra reduzido, a rela√ß√£o custo-benef√≠cio ser√° muito avaliada. A empresa que se comunicar com mercado dentro dessa vertente tende a ganhar mais credibilidade e conquistar mais consumidores. Nunca podemos nos esquecer que a realidade da China n√£o √© a mesma do Brasil. Temos muitas particularidades aqui.‚ÄĚ

Elisa Ara√ļjo ‚Äď Empres√°ria e Presidente da FIEMG Regional Vale do Rio Grande

 

 

‚ÄúAgrade√ßo o convite. Virg√≠nia √© um √≠cone de comunica√ß√£o motivadora, positiva, transparente e √©tica. Parab√©ns a voc√™ e sua equipe pelo importante trabalho. Em rela√ß√£o √†s suas perguntas, √© importante considerar que uma pandemia gera impactos dif√≠ceis de mensurar, em sua totalidade mundial, porque envolve quest√Ķes ambientais, econ√īmicas e humanas. Mas, os desafios podem ser vistos como oportunidades. As pessoas t√™m potenciais, h√° muito talento e determina√ß√£o para superar. O futuro, que come√ßa a ser constru√≠do hoje, pede a todos responsabilidade, empenho no cumprimento das obriga√ß√Ķes, concentra√ß√£o de recursos e habilidades para o enfrentamento do adoecimento populacional. Na Unimed Uberaba, somos centenas de trabalhadores com o prop√≥sito de promover a sa√ļde. Criamos frentes de atendimento, investimos em equipamentos modernos, foram significativos os aportes em tecnologia de ponta, reformamos estruturas ambulatoriais, cl√≠nicas e hospitalares. Uni√£o, trabalho, ci√™ncia e gratid√£o s√£o palavras do nosso cotidiano. Temos uma miss√£o sagrada e devemos nos prover de saber, humildade e f√© inabal√°vel para cuidarmos das pessoas. √Č um momento que pede empatia, for√ßa e coragem. As solu√ß√Ķes devem ser integradas. A coordena√ß√£o dos esfor√ßos contribuir√° para a preserva√ß√£o dos recursos naturais, tecnol√≥gicos, econ√īmicos e humanos. O plano de motiva√ß√£o mais arrojado para o agora √© nos conscientizarmos dos nossos pap√©is na guerra contra a doen√ßa. N√£o h√° paz na perda. Todos podemos ganhar. Quem deve perder √© o Coronav√≠rus. Portanto, a vit√≥ria √© poss√≠vel com a participa√ß√£o de todos. Cada um cumprindo com justi√ßa, equidade e compet√™ncia o sagrado dever de salvar. Com sa√ļde, ao lado de pessoas amadas, de uma sociedade voltada para o bem, renasceremos. A vida √© mais importante.‚ÄĚ

Dr. Wilson Adriano Abrão Borges РMédico e Presidente da Unimed Uberaba

 

 

‚ÄúN√£o sou profissional da √°rea de economia, portanto n√£o apta para an√°lise criteriosa do cen√°rio p√≥s pandemia. Como cidad√£ alerta, te√ßo algumas observa√ß√Ķes atreladas √†s mudan√ßas de comportamento individual. Me lembro de uma li√ß√£o que aprendi quando cursei administra√ß√£o: Se quer entender como funciona o mundo parta da sua pr√≥pria casa. Essa pandemia pelo coronav√≠rus de certa forma nos fechou em nosso santu√°rio e nos levou a renovar atitudes. Como na minha fam√≠lia, creio que milhares de outras fizeram tarefas antes terceirizadas. O ato da pr√≥pria pessoa retirar o lixo pra fora, lavar o banheiro, passar e guardar as roupas, lavar lou√ßa, manter os ambientes limpos e em ordem, fazer lista de compra bem enxuta, olhar com aten√ß√£o a conta de luz, √°gua, telefone, significa avaliar o real custo-benef√≠cio e o desperd√≠cio. Aos poucos aumentam-se os adeptos de a√ß√Ķes conscientes como a Lei da Situa√ß√£o imp√Ķe. Num per√≠odo de 30 dias notei que as lixeiras dos meus vizinhos, como o minha, estavam mais vazias. Ao contr√°rio do in√≠cio do isolamento social, onde o expurgo foi alto. Isso √© sinal de economia dom√©stica. O meio ambiente tamb√©m agradece. N√£o digo que haver√° fal√™ncia generalizada e tamb√©m n√£o fecho os olhos para as¬† vindouras e graves dificuldades financeiras de muitas empresas e institui√ß√Ķes. Muitas n√£o se reerguer√£o, infelizmente. Outras sobreviver√£o em caminhos empreendedores. Observo que alguns segmentos da economia foram privilegiados nessa √©poca. S√≥ vou citar um exemplo: A generosidade humana fomentou o com√©rcio de atacadistas com itens para cestas b√°sicas. Naturalmente estou falando de g√™neros de primeira necessidade. O coronav√≠rus ensinou que podemos viver com menos. Quem aprendeu a li√ß√£o vai enfrentar melhor. Claro, que o com√©rcio de luxo, o entretenimento, o turismo, ser√£o altamente prejudicados por um bom tempo. Mesmo os que disp√Ķem de dinheiro sentir√£o inseguros para grandes investimentos. Vamos precisar de objetivos mais claros dos poderes p√ļblicos, que direcionam e fiscalizam a legisla√ß√£o do setor. Precisaremos que a carga tribut√°ria brasileira, t√£o desenhada por muitos, seja realmente diminu√≠da. O que n√£o pode √© permitir que oportunistas se beneficiem ilegalmente e imoralmente dessa situa√ß√£o catastr√≥fica. Que o dinheiro p√ļblico, seja gasto com justi√ßa e honestidade. Eu creio que medidas aparentemente simples possam trazer bons resultados com a participa√ß√£o coletiva dos brasileiros.¬† Fato √© que todos pagaremos um tributo pela pandemia.‚ÄĚ

Evacira Coraspe – Jornalista e Administradora

 

 

‚ÄúO Brasil ainda se recupera de grave crise econ√īmica de anos anteriores. A chegada do CORONAV√ćRUS, causar√° sim enorme estrago em nossa combalida economia, o isolamento social, o fechamento do com√©rcio e a interrup√ß√£o das cadeias produtivas, √© sem d√ļvida uma combina√ß√£o perversa que implicar√° em queda no setor de servi√ßo e varejo, gerando aumento do desemprego e diminui√ß√£o na produ√ß√£o industrial, mas por hora, √© dif√≠cil mensurar o tamanho da recess√£o, pois o efeito do v√≠rus ainda est√° em curso e seus desdobramentos n√£o est√£o totalmente claros, a √ļnica certeza que temos nesse momento √© de anos dif√≠ceis pela frente.
Sem d√ļvida vamos precisar de um plano de est√≠mulo. √Č necess√°rio que o governo seja a mola propulsora nesse momento de grave crise econ√īmica, promovendo pol√≠ticas de transfer√™ncia de renda e de apoio √† popula√ß√£o e √†s empresas, adotando medidas visando a manuten√ß√£o do emprego e da renda, concess√£o de empr√©stimos de longo prazo e juros mais baixos. Al√©m dessas medidas √© necess√°rio ampliar o investimento em infraestrutura, pois ela gera efeitos em v√°rios setores da economia.‚ÄĚ

Milton Carvalho de Castro J√ļnior ‚Äď Advogado e Investidor

 

‚ÄúEu acredito que o rastro vai ser grande!! Estamos vendendo um pouco todos os dias, mas o desemprego vai ser grande e vai permanecer no mercado quem est√° mais estruturado, quem est√° mais capitalizado, em qualquer crise √© assim. Quanto ao Revenge Buying, na China eles tem muito mais dinheiro, eles s√£o muito mais consumistas, ent√£o eles voltaram a comprar muito r√°pido, eu acredito que o resto do mundo vai demorar pra voltar! Na minha entrevista com o Bruno Astuto ( refere-se a uma entrevista pelo Instagran @monicahial), falamos sobre isso, baseado em hist√≥rias de outras pandemias, sempre tem o Revenge Buying, mas demora at√© o pessoal se reerguer, acredito que vai demorar uns 4 anos para as pessoas voltaram a comprar, por enquanto o pessoal vai comprar somente o necess√°rio!‚ÄĚ

M√īnica Hial Abreu ‚Äď Empres√°ria do segmento de moda

 

Bem-vindo Arthur

Em meio a pandemia, not√≠cias boas enchem nosso cora√ß√£o de alegria!!! Uma delas √© o nascimento do pequeno Arthur !!! Ele √© filho do lindo e jovem casal Fernanda Almeida Tahan Guimar√£es e Paulo Marcos Guimar√£es. Arthur vem para alegrar a fam√≠lia e seu irm√£ozinho Jo√£o Ant√īnio. Os av√≥s e as bisav√≥s est√£o transbordando de alegria. Seja Bem-vindo Arthur!!!

Arthur com a m√£e Fernanda

 

A espera de Luiza

Afilhados queridos, Camila e Luiz Pessoa Vicente Neto, esperam ansiosos a chegada de Luiza, prevista para Maio, a primeira filha do jovem casal. Que Deus abençoe a família de vocês e a pequena Luiza, que já é muito amada por nós.

O querido casal Camila e Luiz

 

REFLEXÃO DA SEMANA

“Eu n√£o sei qual √© o motivo dessa supervaloriza√ß√£o da racionalidade. Os p√°ssaros s√≥ s√£o livres porque podem voar. A liberdade √©, justamente, a incapacidade de se perceber as limita√ß√Ķes.”

Frida Kahlo

 

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Publicado em 27/04/20

Colaboração Alexandre Cury

  

‚ÄúO que¬†(ou quem) tem te feito sorrir nestes dias de quarentena?‚ÄĚ

Nós já sabemos. O mundo não está nos seus melhores dias, mas é preciso encontrar motivos para sorrir em meio à quarentena. Mas onde poderemos buscar essa inspiração? Nos filmes, numa receita deliciosa, nos exercícios físicos, na meditação? Onde sempre é possível esquecer temporariamente da vida e mergulhar em uma realidade paralela em que a pandemia de Coronavírus nem pensou em existir? Vamos sorrir. Vamos respirar esperançosos e fazermos nosso dia a dia melhor!

Confira o que os entrevistados responderam.

 

‚Äú √Äs artes pl√°sticas, of√≠cio que me dedico h√° mais de 50 anos, sempre me faz sorrir. Principalmente quando, na busca persistente, a gente encontra a forma que nos satisfaz. √Č uma espiral sem fim. Uma coisa puxa a outra e assim vai. A alegria √© tanta que √†s vezes perdemos o sono. A arte √© muito ciumenta. Exige sempre concentra√ß√£o ¬†total.‚ÄĚ

Hélio Siqueira РArtista Plástico 

 

‚ÄúO processo da quarentena √© um aprendizado, pois passamos a desempenhar atividades que n√£o execut√°vamos no nosso dia a dia. Realmente praticar os servi√ßos dom√©sticos (lavar lou√ßas, limpar a casa e outros) est√° sendo divertido, nos deixa com bom humor e nos une mais.¬†Nas horas ‚Äúvagas‚ÄĚ divirto com as postagens do celular, afinal o brasileiro √© professor em praticar o humor, at√© onde n√£o existe.‚ÄĚ

Marcondes Nunes de Freitas – Arquiteto e Urbanista

 

‚ÄúNos meus contatos on-line, pessoas da fam√≠lia e amigos s√£o os respons√°veis¬†pelos meus sorrisos. J√° no meu contato f√≠sico,¬†quem me faz sorrir √© o meu cachorro que se chama¬†Chien.‚ÄĚ

Marcos Moreno – Jornalista e Publicit√°rio

 

‚ÄúO que mais tem me deixado feliz √© poder cozinhar, pois √© uma maneira de passar meu tempo, e √© uma coisa que eu adoro fazer.‚ÄĚ

V√Ęnia Elias Frange ‚Äď Advogada e Public Relations

 

 

“A aproximação ainda maior do que já tínhamos, minha e da minha família, o sorriso mesmo que por vídeo, de um amigo ou pessoa querida  e ter um tempo para uma boa leitura !
Tento aproveitar ao m√°ximo fazendo coisas que me tragam bem estar, lembrando sempre de agradecer a Deus pela vida!‚ÄĚ

Viviane Quirino ‚Äď Volunt√°ria no Grupo DOZE GUERREIRAS

 

 

‚ÄúO que me fez¬†sorrir e me fez muito feliz foi nascimento da minha¬†netinha Bianca! E o que¬†completa a minha alegria s√£o as conversas on-line com os outros netos e eles est√£o muito divertidos e conseguem¬†preencher bem os meus dias!‚ÄĚ

T√Ęnia Misson Abr√£o – Empres√°ria

 

 

‚ÄúSorrir √© sempre uma revela√ß√£o de momentos de alegria. Considero que neste per√≠odo de calamidade um grande sorriso vir√° com a solu√ß√£o da pandemia. Enquanto isso, sorrio para ang√ļstia do meu marido, amizade dos meus c√£es ( Musa e Bolinho ), nostalgia das novelas antigas, e para fam√≠lia em geral. Finalmente, um sorriso ir√īnico e preocupado para brigas entre pol√≠ticos, querendo vantagens populistas em meio a tempos t√£o dif√≠ceis.‚ÄĚ

Sinara Lemes Rodrigues Rocha – Advogada

 

 

‚ÄúO que tem me feito sorrir √© ter tempo para curtir a mudan√ßa de endere√ßo e vida!‚ÄĚ

Simone Cartafina ‚Äď Design de Interiores e Coordenadora Casa Shopping 2020

 

 

Velinhas em clima privè

 

A √ļltima semana foi de parab√©ns a duas queridas da fam√≠lia Derenusson Franco. S√≥ que, como sabem, cada um festejando na sua casa. A matriarca dona Zeca completou com sa√ļde e anima√ß√£o seus 95 anos de vida, cercada

pelo carinho dos filhos Licinha, Verinha e Chico.

No mesmo dia sua bisnetinha Maria Luiza também soprou velinhas, em companhia só das priminhas.

Dona Zeca ganhou bolo de anivers√°rio de 95 anos ao lado dos filhos

A pequena Maria Luiza soprou velinhas ao lado das suas priminhas

 

OPINIÃO

 

Saudades…

Na √ļltima semana perdi minha amiga de inf√Ęncia Virginia Maria Terra Cec√≠lio de forma inesperada, que partiu em menos de um m√™s depois do falecimento de sua m√£e dona Stella. S√≥ lembran√ßas boas e muitas recorda√ß√Ķes de bons e inesquec√≠veis tempos…

Ali√°s, as perdas nestes √ļltimos tempos t√™m sido muitas, pelo v√≠rus ou n√£o, amigos e conhecidos e figuras p√ļblicas, como o engenheiro Paulinho Facure e o m√©dico Jorge Mauad Filho; entre os famosos, o cantor e compositor Moraes Moreira e o consagrado escritor Rubens Fonseca.

 

Pequenez

Bom momento para ouvir Moreira e ler Rubens Fonseca. Muito melhor do que ficar se lamentando da quarentena pelas redes sociais. Como grande observadora do comportamento humano, tenho tido oportunidade de verem revelados via internet, os verdadeiros perfis de muita gente que eu julgava conhecer e que agora se revelam decepcionantes opostos. Especialmente os que usam as redes para falar e debater política. Uma grande pena. Uma grande perda de tempo e energia.

 

Bordando na quarentena

 

Papoulas,¬†cerejeiras, minas e sais…
Em algum lugar essas combina√ß√Ķes combinam.
Flores azuis, lírios lilases.

Branco neve.¬† Nada p√©rola. P√©rola n√£o √© branco. √Č p√©rola.
Pra que confundir?
Pra que ludibriar?…

√Č neste universo que ando vivendo. Colorido, florido, gorgeante,
Empoderado por sua infinidade de rosas e bot√Ķes.
A cada laço, um ponto; em cada ponto, um indescritível desejo de fazer mais.

 

Conversa séria

Pilotada pela moderadora Andr√©a Marques Lima – respeitada coach life empresarial ‚Äď teremos amanh√£, dia 21 de abril, as 19 horas, ¬†no Espa√ßo M√ļtua, a live com a empres√°ria Beatriz da Cunha Tahan Oliveira. O desafio √© como o setor hoteleiro est√° se movimentando em tempo de Covid 19, mantendo-se de portas abertas, garantindo empregos, honrando sal√°rios e compromissos.

Beatriz da Cunha Tahan Oliveira, Gestora dos Hotéis Tamareiras

 

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Publicado em 20/04/20

Colaboração Alexandre Cury

 

 

Saudades? Do que?

Saudades da rotina do trabalho, das aulas, da academia, saudades da fam√≠lia, dos beijos e abra√ßos… das viagens, de ir para uma festa sem ter hora pra voltar… Enfim, queremos saber: “o que voc√™ achava que n√£o sentiria falta – mas est√° sentindo! – nesse per√≠odo de quarentena?”

 

‚ÄúDo que eu mais estou sentindo saudade √© poder estar com meus pais… de deitar na cama com eles, tomar caf√© juntos! Mas n√£o √© uma coisa que eu n√£o imaginava…Como continuo trabalhando em casos de cirurgias de urg√™ncia e frequentando (ainda que menos) o hospital, n√£o estou ficando em casa! Ent√£o a dist√Ęncia deles est√° sendo o mais dif√≠cil! Al√©m disso, estou sentindo muita falta dos meus cachorros! Espero voltar √† rotina logo, e quem diria, sinto falta at√© de ir para a academia!‚ÄĚ

Mariana R√īso – Anestesista

 

 

‚ÄúO que mais estou sentindo falta nessa quarentena √© o contato direto com as pessoas.¬†De ver meu av√ī e minhas av√≥s, poder abra√ßa-los, as reuni√Ķes de fam√≠lia e ter meus amigos por perto. √Č na rotina e nas diferentes rela√ß√Ķes que mais aprendemos e crescemos. Tenho certeza que juntos iremos superar esse momento e tirar algum aprendizado disso.‚ÄĚ

Celso Neto – Advogado

 

 

‚ÄúNunca imaginei que passar√≠amos por uma situa√ß√£o dessa. Sinto falta da din√Ęmica da minha rotina, mas isso sempre soube que me faria falta.

Agora, o que nunca imaginei √© que eu teria tanta saudades do ritmo de exerc√≠cios na academia. rs‚ÄĚ

Franco Cartafina – Deputado Federal

 

‚ÄúSinto saudades de conviv√™ncia com a fam√≠lia e amigos. Do simples gesto de abra√ßar, beijar uma pessoa querida.‚ÄĚ

Renê Jonas РPromotor de eventos

 

 

‚ÄúTenho saudade da minha rotina, tanto pessoal quanto profissional.‚ÄĚ

Gabriela Ferreira – Arquiteta

 

 

‚ÄúSaudades de ter minha rotina, apesar de ser bem cansativa e corrida! Nunca imaginei que sentiria saudades de toda aquela correria!!! De andar meus mais de 800km por semana!!!‚ÄĚ

Daniele Alkimim Denipoti ‚Äď Digital Infuencer

 

 

‚ÄúEu tenho sentindo falta de v√°rias coisas, mas principalmente das pessoas ficarem mais pr√≥ximas, da aglomera√ß√£o das ruas, de reunir os amigos. O pouco que eu tenho contato com outras pessoas √© ao caminhar pelo supermercado. Ver as pessoas passarem longe de voc√™, ou at√© desviarem, √© algo que me incomoda muito. Pois n√≥s, o povo brasileiro, somos acostumados com esse calor humano. Gostamos de cumprimentar com beijo, abra√ßo e muito contato f√≠sico. Me sinto andando dentro de uma bolha para ningu√©m me tocar ou passar perto. √Č triste.‚ÄĚ

Thiessa Sickert – Miss Minas Gerais 2012, Miss Brasil 3¬ļ Lugar, Miss Terra Brasil 2015, Miss Earth Fire 2015, Digital Infuencer

 

 

‚ÄúOlha…na minha vida sempre busco um grande equil√≠brio em tudo, estar com a fam√≠lia, estudar, atividade f√≠sica, trabalho… no momento o que realmente estou sentindo muita falta pela situa√ß√£o √© de eternizar momentos!!! A fotografia √© algo muito apaixonante para mim, poder fazer parte dos sonhos das pessoas n√£o tem pre√ßo e infelizmente neste momento, por medidas de seguran√ßa, os eventos (casamentos) foram adiados… mas tenho certeza que logo tudo passar√° e voltaremos mais fortes e unidos!!! Saudade dos cliks hehehehehe‚ÄĚ

Bruno Rabelo РFotógrafo

 

 

‚ÄúDa loja da minha m√£e aberta, encontrar as meninas de l√° e tomar o caf√©. Estou com muitas saudades disso, eu ia pra l√° pelo menos uma vez na semana. Sinto saudades dos lanches de lan√ßamento, onde era um momento de reencontro com amigos!!!‚ÄĚ

Fernanda Tuychi ‚Äď Filha, Irm√£ e M√£e

 

 

Parabéns Pai e Filha

Tet√™ e Baldo foram os festejados aniversariantes da semana passada que nos alegraram virtualmente no ‚ÄúParab√©ns pra voc√™‚ÄĚ. Pai quarent√£o e a filhinha 4 aninhos, ganharam mesa decorada com os personagens da Disney. Em casa, de quarentena, tudo organizado pela mammy Marcela Prata Rezende Dib. Com as palmas do pequeno Francisco. Nosso abra√ßo.

A fofa Tetê

Os aniversariantes com o pequeno Francisco

Tetê com a mãe Marcela

 

LIVE

Hoje às 11h

 

Amanhã às 18:30h

 

Para Refletir….

‚Äú Seu tempo √© limitado, portanto n√£o o desperdice vivendo a vida de algu√©m. N√£o caia na armadilha do dogma ‚Äď que √© viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. N√£o deixe que o barulho da opini√£o dos outros cale a sua pr√≥pria voz interior. E o mais importante, tenha a coragem de seguir seu cora√ß√£o e intui√ß√£o. Eles de alguma maneira j√° sabem o que voc√™ realmente quer se tornar. Todo o resto √© secund√°rio.‚ÄĚ

 

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Publicado em 13/04/20

Colaboração Alexandre Cury

 

Tempos de crise são tempos de sofrimento e dor, mas também de transformação e conversão.
Na sua imperial exig√™ncia de isolamento o v√≠rus desacelerou o mundo, levou as pessoas de volta ao conv√≠vio com a fam√≠lia e, mais que isso, oportunizou que cada um de n√≥s ficasse muito mais pr√≥ximo de si mesmo. O v√≠rus tamb√©m nos lembra que o ser humano, na sua t√£o complexa diversidade, consegue rapidamente se (re) articular, buscar respostas e, quem sabe, se tornar ainda melhor?! Amor acima de tudo. √Č a palavra de ordem.
E você? Que pessoa você quer ser quando tudo isso acabar? Veja o que disseram nossos entrevistados.

 

“Estimada amiga Virg√≠nia Abdalla. Na verdade eu quero ser a mesma pessoa depois que essa tormenta ditada pelo coronav√≠rus passar. As li√ß√Ķes que estou recebendo,entretanto, √© que me permitir√£o rever alguns conceitos, defini√ß√Ķes, posicionamentos e conclus√Ķes. A primeira das li√ß√Ķes √© a de que estamos todos num mesmo plano no universo. Ningu√©m, eu digo ningu√©m, pode se ufanar a ponto de dizer que estar√° livre desse v√≠rus e de outros que o mundo atual pode ou poder√° nos impingir. O momento √© de solidariedade, conceito esse t√£o deturpado e que estamos passando a limpo.”

Dr. Jo√£o Eur√≠pedes Sabino – Presidente da Academia de Letras do Tri√Ęngulo Mineiro – ALTM

 

 

“Que pessoa quero ser…..¬†Imagino que neste per√≠odo de reclus√£o, estamos¬†¬†‚Äú LAVANDO NOSSA ALMA‚ÄĚ.¬†Quando tudo passar, quero literalmente estar de ALMA LAVADA!!¬†Mais leve para seguir minha caminhada, com serenidade, paz,¬†¬†harmonia, paci√™ncia, muita f√© e gratid√£o.¬†Valorizar cada momento, cada instante com as pessoas que amo, me perder em um abra√ßo bem apertado e comemorar a vida.¬†E a√≠, vamos j√° marcar um happy hour?¬†A vida √© curta, vamos ser felizes!!”

Denise Tahan РExecutiva dos Hotéis Tamareiras

 

 

“Uma pessoa mais compreensiva e consciente do nosso papel nesse mundo!!!”

Paulo Miranda – Artista Pl√°stico e Coordenador do Museu de Arte Decorativa de Uberaba – MADA

 

“A quarentena imposta pelo Coronav√≠rus, mudou a forma de se relacionar, trabalhar, e pra mim de ver o mundo! Com a tecnologia estamos conseguindo nos adaptar ao novo com maior rapidez
Tecnologia x mundo f√≠sico.¬†Solidariedade, criatividade e redefini√ß√£o de estrat√©gias s√£o palavras-chaves para passar esse momento dif√≠cil que todos atravessamos.¬†Certeza que sairei pessoa mais agrad√°vel de se conviver.”

Al√™ Roso – Arquiteta e vice-presidente do Instituto de Engenharia e Arquitetura do Tri√Ęngulo Mineiro – IEATM

 

“Tenho certeza que crescerei interiormente.¬†¬†Tenho aproveitado este isolamento para refletir muito. Descobri que a beleza da vida est√° nas coisas simples e nas pessoas que nos cercam.¬† Quero ser eu mesma.”

Dulce Helena Borges Guarit√° Bento – Volunt√°ria e ex-empres√°ria

 

“Quero continuar sendo a mesma pessoa que sempre fui, mas √© claro que nestes √ļltimos dias acabei me transformando tamb√©m.¬†Todos n√≥s sairemos com uma reflex√£o ou uma li√ß√£o ap√≥s essa pandemia.¬†Eu, Vera Tuychi particularmente quero viver mais o presente, pois com tudo isso aprendi que n√£o existe √©poca, idade, ou um determinado tempo para viver. Precisamos viver o presente, o dia de hoje, celebrando e sendo feliz.¬†Pretendo ter mais tempo com pessoas que amo, isso inclui amigos e a minha fam√≠lia.¬†Ser mais solid√°ria, mais humana e menos ego√≠sta.¬†Chorar mais vezes, principalmente quando minha alma se encontrar em aflito.¬†N√£o acumular ressentimentos.¬†Acreditar mais nos meus sonhos e concretiz√°-los.¬†N√£o terceirizar minha felicidade.¬†N√£o me culpar tanto.¬†Conversar ainda mais com Deus e principalmente estar em paz comigo mesmo.¬†E claro continuar vivendo intensamente e trabalhando na minha loja que conquistei com muito trabalho e estar sempre cercada das pessoas que tanto amo!”

Vera Tuychi – Empres√°ria

 

 

‚ÄúEm um momento de crise pessoal e coletiva, √© comum depararmo-nos com todas aquelas emo√ß√Ķes que pareciam estar adormecidas, que se afloram com for√ßa total. O que √© esperado, e comum. No entanto, esse poder√° ser um momento para nos conectarmos mais profundamente com n√≥s mesmos e indagar-nos: o que desejamos receber das pessoas que nos rodeiam? De n√≥s mesmos? Do mundo? Que tipo de ser humano desejamos ser para n√≥s e para os demais?¬†Talvez seja importante buscarmos atividades mais alinhadas ao nosso bem-estar n√£o s√≥ f√≠sico, mas mental, social e espiritual (n√£o me refiro √† religi√£o) – mesmo dentro de casa.¬†¬†Observar-nos mais, sobre como nos relacionamos e comunicamos com n√≥s¬†¬†mesmos e com o outro. Ap√≥s ‚Äúas crises‚ÄĚ…¬†Gostaria de seguir no caminho para ser uma pessoa cada vez melhor, mais compassiva e auto compassiva, que desenvolva cada vez mais uma escuta emp√°tica, mais responsiva, com abertura, aceita√ß√£o para o que h√° no presente, equ√Ęnime. Esse √© um caminho que busco h√° muito tempo, e esse momento valida-o.

Sumaya Figueiredo –¬†Coordenadora do Instituto do C√©rebro (Uberaba)

 

 

“Acredito que ser√° transformador. Todos seremos mais solid√°rios, amigos, companheiros, filhos e pais. Estamos sendo privados do conv√≠vio de quem amamos, do que gostamos de fazer, dos lugares que frequentamos enfim, a grande li√ß√£o que ficar√° √© que nada nos pertence e tudo que temos poder√° ser retirado num piscar de olhos. Que nosso esfor√ßo n√£o seja em v√£o.”

Dr. Jo√£o Henrique Almeida – Advogado

Leitura

Do livro
O Amor nos Tempos do Cólera
Gabriel Garcia Marques

– Capit√£o, o menino est√° preocupado e muito inquieto devido √† quarentena que o porto nos imp√īs!
– O que te inquieta, menino? N√£o tens comida suficiente?
N√£o dormes o suficiente?
– N√£o √© isso, Capit√£o. √Č que n√£o suporto n√£o poder ir √† terra e abra√ßar minha fam√≠lia.
– E se te deixassem sair do navio e estivesses contaminado, suportarias a culpa de infectar algu√©m que n√£o tem condi√ß√Ķes de aguentar a doen√ßa?
– N√£o me perdoaria nunca, mas para mim inventaram essa peste.
– Pode ser, mas e se n√£o foi inventada?
– Entendo o que queres dizer, mas me sinto privado da minha liberdade, Capit√£o, me privaram de algo.
– E tu te privas ainda mais de algo.
– Est√° de brincadeira, comigo?
– De forma alguma. Se te privas de algo sem responder de maneira adequada, ter√°s perdido.
– Ent√£o quer dizer, segundo me dizes, que se me tiram algo, para vencer eu devo privar-me de mais alguma coisa por mim mesmo?
– Exatamente. Eu fiz quarentena h√° 7 anos atr√°s.
– E o que foi que tiveste de te privar?
– Eu tinha que esperar mais de 20 dias dentro do barco. Havia meses em que eu ansiava por chegar ao porto e desfrutar da primavera em terra. Houve uma epidemia. No Porto Abril nos proibiram de descer. Os primeiras dias foram duros. Me sentia como voc√™s. Logo comecei a confrontar aquelas imposi√ß√Ķes utilizando a l√≥gica. Sabia que depois de 21 dias deste comportamento se cria um h√°bito, e em vez de me lamentar e criar h√°bitos desastrosos, comecei a comportar-me de maneira diferente de todos os demais. Comecei com o alimento. Me impus comer a metade do quanto comia habitualmente. Depois comecei a selecionar os alimentos de mais f√°cil digest√£o, para n√£o sobrecarregar o corpo. Passei a me nutrir de alimentos que, por tradi√ß√£o hist√≥rica, haviam mantido o homem com sa√ļde.
O passo seguinte foi unir a isso uma depura√ß√£o de pensamentos pouco saud√°veis e ter cada vez mais pensamentos elevados e nobres. Me impus ler ao menos uma p√°gina a cada dia de um argumento que n√£o conhecia. Me impus fazer exerc√≠cios sobre a ponte do barco. Um velho hindu me havia dito anos antes, que o corpo se potencializava ao reter o alento. Me impus fazer profundas respira√ß√Ķes completas a cada manh√£. Creio que meus pulm√Ķes nunca haviam chegado a tamanha capacidade e for√ßa. A parte da tarde era a hora das ora√ß√Ķes, a hora de agradecer a uma entidade qualquer por n√£o me haver dado, como destino, priva√ß√Ķes graves durante toda minha vida.
O hindu me havia aconselhado também a criar o hábito de imaginar a luz entrando em mim e me tornando mais forte. Podia funcionar também para as pessoas queridas que estavam distantes e, assim, integrei também esta prática na minha rotina diária dentro do barco.
Em vez de pensar em tudo que não podia fazer, pensava no que faria uma vez chegado à terra firme. Visualizava as cenas de cada dia, as vivia intensamente e gozava da espera. Tudo o que podemos obter em seguida não é interessante. Nunca. A espera serve para sublimar o desejo e torná-lo mais poderoso. Eu me privei de alimentos suculentos, de garrafas de rum e outras delícias. Me havia privado de jogar baralho, de dormir muito, de praticar o ócio, de pensar apenas no que me privaram.
– Como acabou, Capit√£o?
– Eu adquiri todos aqueles h√°bitos novos. Me deixaram baixar do barco muito tempo depois do previsto.
РPrivaram vocês da primavera, então?
РSim, naquele ano me privaram da primavera e de muitas coisas mais, mas eu, mesmo assim, floresci, levei a primavera dentro de mim, e ninguém nunca mais pode tirá-la de mim.

 

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Publicado em 06/04/20

Colaboração Alexandre Cury

 

 

Por conta da pandemia do novo coronav√≠rus, o Brasil inteiro est√° de quarentena. Mas, para algumas pessoas, o trabalho n√£o para, sendo poss√≠vel fazer home office e continuar… como n√≥s, que praticamos este h√°bito h√° mais ou menos duas d√©cadas…

No entanto, a grande maioria aproveita o tempo extra para tamb√©m deixar fluir outras energias ou talentos n√£o revelados…¬†

Esta semana conversamos com várias delas, gente que está acostumada a trabalhar muito Рhabitualmente e sempre. Vejam as respostas delas à nossa questão. Lazer e comprometimento de toda uma sociedade.

 

‚Äú Esta √© uma situa√ß√£o totalmente inusitada, ningu√©m estava preparado para conviver com a imposi√ß√£o de tantas restri√ß√Ķes que afetaram a vida de todos.

Precisamos de nos desdobrar em acharmos op√ß√Ķes de trabalho que se adequem √†s restri√ß√Ķes impostas, mas que garantam pelo menos um m√≠nimo para que n√£o haja uma paralisa√ß√£o total da nossa economia.

Neste momento precisamos usar ao m√°ximo as op√ß√Ķes que a tecnologia nos oferece como home office, reuni√Ķes por call, Skype e WhatsApp, e as in√ļmeras op√ß√Ķes via internet.

O maior desafio neste momento √© prioritariamente preservar a vida humana e ao mesmo tempo precisamos contar com o bom senso de nossas autoridades para que no momento certo comece a destravar nossa economia evitando assim graves consequ√™ncias sociais √† popula√ß√£o‚ÄĚ.

 

Altamir¬†R√īso ‚Äď Empres√°rio e Presidente do CIITTA

 

 

‚Äú Continuo trabalhando normalmente, mas em ritmo desacelerado. Aproveito meu tempo para conversar com os colaboradores, tra√ßamos juntos medidas para superarmos a crise causada pela pandemia. Elaboramos as postagens nas m√≠dias sociais, organizamos arquivos, cuidamos dos jardins. Em casa quando vou cozinhar gosto de todos por perto. Conversamos, oramos, assistimos filmes, s√©ries… √© um distanciamento social que nos aproxima da fam√≠lia e de Deus‚ÄĚ.

 

Beatriz Tahan ‚Äď Gestora dos Hot√©is Tamareiras

 

 

‚ÄúPrimeiro passo √© pensar que tudo isso vai passar. Ap√≥s isso, reorganizei minha rotina colocando hor√°rios para fazer cada coisa. Nunca deixar de fazer os exerc√≠cios f√≠sicos, mesmo que em casa, fazer uma alimenta√ß√£o saud√°vel e bem variada.¬†Nesse per√≠odo, est√£o acontecendo v√°rias lives ligadas a minha √°rea,¬†estou acompanhando todas, colocando as tarefas de casa¬†em dia, cuidando do jardim , dos cachorros¬†¬†¬†¬†¬† (que est√£o amando minha companhia 24 horas), finalizando¬†alguns projetos que estavam em andamento.O importante √© n√£o ficar parado e n√£o se entregar porque tudo isso vai passar.‚ÄĚ

 

Tha√≠s¬†Curi ‚Äď Arquiteta e Coordenadora da CASA SHOPPING 2020

 

 

 

“Sempre fui uma pessoa muito ativa, muito acelerada. Parar?!!!

Essa palavra n√£o existe no meu dicion√°rio. S√≥ consigo ficar em casa se estiver doente, ao ponto de n√£o conseguir sair…

Dei f√©rias para quase toda equipe do Catavento. Tenho uns 18 funcion√°rios que s√£o eventuais estou muito preocupada com a situa√ß√£o deles…

Vou para o Catavento todos os dias. Estamos em 3 pessoas apenas e mantendo higieniza√ß√£o a toda hora, usando m√°scara e ainda mantendo dist√Ęncia. N√£o pude parar tudo porque os clientes que est√£o cancelando as festas, vem para receber a devolu√ß√£o dos pagamentos.

Estou tranquila quanto ao vírus, pois sei me cuidar mas por outro lado a perda financeira foi grande.

Estou planejando incrementar outras coisas para o mercado de festas para quando tudo passar.

Aproveitei o período que estamos paralisados para pequenas reformas. Como aqui tem festa quase todos os dias, já estava pensando em reformar o telhado, fazer limpeza do teto, reformar a cozinha, reformar todos o material de decoração para que tudo esteja perfeito para quando voltar a todo vapor. 

Aproveito esse momento também para fazer uma reflexão se vale a pena a correria o excesso de trabalho.

Sou muito religiosa e acredito que Deus não desampara. 

Desde pequena eu sempre digo: ‚Äúse Deus fecha uma porta grandes janelas se abrir√£o‚ÄĚ.

√Č momento para se encorajar e se fortalecer para estarmos pronto para um rein√≠cio.

Já passei por um incêndio 5 anos atrás e reergui. 

Força, determinação, fé e esperança são meus lemas.

E que Deus nos aben√ßoe‚ÄĚ.

 

Maria Paula Mendes РEmpresária 

 

 

‚ÄúEstou trabalhando normalmente no Hospital de Cl√≠nicas da UFTM. Meu trabalho de capta√ß√£o de √≥rg√£os e tecidos para transplantes √© em benef√≠cio a 40.000 brasileiros que aguardam por transplantes…. vida pela vida!¬†Celebre a vida! N√£o posso parar…estarei sempre √† disposi√ß√£o da vida!

Que Deus e Nossa Senhora Aparecida aben√ßoe sempre a todos n√≥s e nos proteja sempre! Am√©m!‚ÄĚ

Il√≠dio Antunes de Oliveira Jr ‚Äď M√©dico

 

 

 

“ Claro que a gente sente falta da liberdade em ir e vir no dia a dia. Por outro lado, como estou muito acostumada ao corre-corre e precisei me recolher, por uma questão de responsabilidade pessoal e coletiva, me organizei para enfrentar a realidade.
Para isso, estabeleci uma rotina.
1. Cumpro rigorosamente os contatos diários com a minha equipe de trabalho usando as diversas ferramentas tecnológicas possíveis, que vão do WhatsApp a teleconferências. Esse contato acontece o dia todo e, muitas vezes, até às 22 hs, dependendo da necessidade e da urgência.
2. Tenho feito todas as tarefas dom√©sticas de limpeza, refei√ß√Ķes, roupas sozinha, j√° que liberei (com remunera√ß√£o) minha funcion√°ria, tanto para proteger a fam√≠lia dela, quanto a mim, que moro sozinha;
3. Nas horas livres, leio (tinha muitos livros comprados sem tempo pra ler), vejo filmes, faço artesanato (coisa que adoro e raramente posso fazer), organizo armários, faço as compras necessárias (on line), curto cada tempinho que me sobra de forma prazerosa e com muita calma, coisa difícil na minha rotina.
4. Falo com meus filhos e familiares todos os dias e o melhor, sem pressa. Liguei para v√°rios amigos antigos e que no dia a dia, a gente nunca tem tempo pra falar.
5. Faço exercícios de alongamento;
6. Escrevo sempre que posso, nas redes sociais ou para meus escritos pessoais (pretendo lançar um pequeno livro);
Enfim: Estou h√° 12 dias,¬† exclusivamente em casa e at√© agora , posso afirmar que n√£o senti t√©dio e nem solid√£o. Estou muito serena e tranquila. O que est√° posto precisa ser enfrentado da melhor maneira poss√≠vel, com equil√≠brio, sem sofrimento ou vitimiza√ß√£o‚ÄĚ.

Silvana Elias ‚Äď Secret√°ria Municipal de Educa√ß√£o

 

 

‚Äú No meu caso estamos trabalhando normalmente, a √ļnica altera√ß√£o que tivemos foi que passamos a trabalhar em regime home office. Como trabalhamos com comunica√ß√£o, nossos clientes est√£o demandando muitas coisas, at√© porque √© uma situa√ß√£o inesperada e temos que comunicar com cada cliente. Continuamos nosso trabalho, dando o apoio necess√°rio ao nosso cliente para que ele consiga comunicar com o seu cliente. O que mudou na minha rotina foi isso mesmo, estou em casa e meus colaboradores tamb√©m, e isso tem o lado bom, porque eu fico com meus filhos, e aproveito para participar do desenvolvimento deles (que na rotina acabo participando menos). Eu penso sempre pelo lado positivo, espero que logo voltemos ao normal, se Deus quiser‚ÄĚ.

 

F√°bio Lacerda ‚Äď Publicit√°rio

 

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Publicado em 30/03/20

Colaboração Alexandre Cury

 

OPINIÃO

 

V√°rias pessoas com as quais convivo falam sempre, a vida toda, em deixar para come√ßar tudo depois do Carnaval, quando alegam que s√≥ ent√£o o ano come√ßa de verdade. E da√≠? Seguiremos sempre assim, esperando o carnaval, as festas de anivers√°rio da cidade passarem, o calend√°rio rolando com mais e mais programa√ß√Ķes? S√≥ ent√£o vamos nos cuidar, trabalhar pra valer, concretizar planos e projetos de trabalho? Por que ser√° que n√£o podemos fazer diferente?

Adiar, fugir, correr, é mesmo um atalho. E como tal deixamos muitas vezes passar em branco nosso cavalo alado, as oportunidades que talvez nunca mais tenhamos. Esse modelo mental pode nos custar caro, ainda mais que, todos sabem, depois de alguns dias de descanso, as energias são infinitamente maiores para conseguirmos modificar hábitos e comportamentos.

Enfim, se n√£o realizarmos mudan√ßas e reflex√Ķes em nossas vidas, deixando tudo para depois, onde chegaremos? Ou n√£o chegaremos a lugar algum? Que tal adotarmos a postura de que a palavra de ordem seria come√ßar a mudar j√°. Focar j√°. Iniciar uma nova trajet√≥ria sem deixar para depois. F√°cil n√£o √©. Nem imposs√≠vel. Mas com certeza duradoura.

 

Casamento Priscila Damasceno e Cl√°udio Gobbo

O lindo casal Priscila e Cláudio, recebeu familiares e amigos para seu casamento em badalado restaurante da cidade!! Tudo perfeito, desde a decoração a escolha do menu. Duas bandas animaram os convidados até a madrugada. Tudo organizado pela competente cerimonialista Tatiana Botelho!! Confira clicks dessa noite linda.

FOTOS: ELIEZERFOTOGRAFIAS

Os recém-casados Priscila e Cláudio

A entrada da noiva

Cl√°udio e com sua m√£e, a querida Salma

Priscila com os filhos Tercilia e Gabriel

Tercilia e Gabriel, Priscila, Cl√°udio, Dani, Leonardo

O noivo com sua família: Marcelo, Lucy, Salma e Marcos

Gabriel, Tercilia, Ednoser e Eliziaria(pais da noiva), Priscila, Cl√°udio, Gabriela(irm√£ da noiva) e Robson

Os noivos reunidos com familiares e amigos

O noivo com os amigos Pedro, Kau√™, Leandro e Rodrigo, que presentearam o noivo com uma ‚Äúnota promiss√≥ria‚ÄĚ comprometendo pagar uma viagem para Las Vegas. Uau!!

Os noivos com a competente Tatiana Botelho, respons√°vel pelo cerimonial

 

AJA CAF√Č

 

A Associa√ß√£o dos jovens advogados de Minas Gerais, presidida pelo advogado Lennon Paiva, reuniu, no √ļltimo s√°bado, advogados e estudantes para um caf√© e uma conversa com o Presidente do PROCON Uberaba, Dr. Marcelo Venturoso, que falou sobre Direitos do consumidor, da nova lei de prote√ß√£o de dados, que vai entrar em vigor a partir de Agosto desse ano.¬†Um momento de troca de informa√ß√Ķes. Aplausos!!

Marcelo Venturoso (palestrante) com os diretores da AJA: Guilherme Alfeu, Diego Taffarel e Rodrigo Ribeiro

Durante a conversa

 

Dia das Mulheres

 

Comemorado no dia 08 de Março, o dia internacional da mulher nos faz lembrar do papel da mulher em nossa sociedade!

A mulher empoderada, m√ļltipla, m√£e, esposa, filha, amiga…. essa mulher que trabalha e cuida da casa e da fam√≠lia sempre com o sorriso no rosto!!! Parab√©ns mulheres, cumprimentamos voc√™s hoje, mas sabemos que todos os dias s√£o das mulheres!!!¬†

Save the date

Save the date

 

IMAGENS QUE S√ÉO NOT√ćCIAS

 

No √ļltimo s√°bado aconteceu o batizado da pequena Antonia!!! Tudo organizado pelos papais Bruna e Lucas !!! Deus aben√ßoe!!!

Guilherme Garcia ficou por uma semana em Uberaba, e volta hoje aos estudos de Doutorado na capital mineira

Lemes ‚Äď da dupla Lemes e Petrucci – curtindo o s√°bado ao lado do filh√£o Talles!!!!

Wagner Leopoldino tietando Gaby Amarantos!!!! Lindos!!!

Bela tela de Reginaldo Pereira enriquecendo a decoração de casa num dos elegantes condomínios da cidade

Luiz Gustavo Brasil, Marcela e os filhos Luisa e Felipe passaram temporada em Austin

Parte do grupo DOZE GUERREIRAS, durante o lan√ßamento da mostra fotogr√°fica com as estrelas do calend√°rio 2020, intitulada ‚ÄúExposi√ß√£o SOBRE VIVER‚ÄĚ. A mostra continua at√© dia 15 de Mar√ßo no Shopping Uberaba

A linda Anita Miranzi Ribeiro completou 12 anos no dia 04, e recebeu o carinho da família e dos amigos!!! Que a vida continue lhe dando muitos motivos para sorrir!!! Parabéns !!!

Bruno Rezende Higino de Cuba completou 15 anos e ganhou o carinho especial dos pais Miria e Helbert!!! Parabéns !!!

Na sexta feira, Manoel Rodrigues soprou velinhas e comemorou ao lado da família!! Na foto o carinho especial da esposa, Valéria Rodrigues!! Parabéns!!!

No √ļltimo dia 05, Cristina Hueb Barata comemorou seu anivers√°rio e recebeu o carinho especial do marido Gilberto Barata. Parab√©ns!!!

A querida Mariana Cunha, comemorou o aniversário ontem, e recebeu o carinho especial do marido Roberto!!! Parabéns!!!

Parab√©ns M√īnica Hial pelo anivers√°rio e pela reinaugura√ß√£o da loja. Vai ser sucesso!!!

 

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Publicado em 09/03/20

À partir de hoje, 18 de fevereiro de 2019 assinaremos, todas as segundas-feiras, coluna social na edição on line do Jornal da Manhã com linha direta para este Blog. 

 

Colunismo social

Choramos muito a partida de Ricardo Boechat na semana passada. Grande, brilhante e independente voz do jornalismo brasileiro, mas que nunca teve em m√£os diploma que o habilitasse oficialmente para a fun√ß√£o. O que pouca gente sabe √© que foi Boachat foi quem inventou o moderno colunismo social, atrav√©s da Coluna do Swann, no jornal ‚ÄúO Globo‚ÄĚ, que se tornou, naquela √©poca ‚Äď final dos anos 80 ‚Äď uma das mais importantes do pa√≠s.

Boechat começou fazendo um bico, na então já famosa coluna do Ibrahim Sued (aqui tivemos o nosso amado mestre Ataliba Guaritá Neto), onde começou a inserir a notícia como protagonista principal.

Atualiza√ß√£o que come√ßou a seguida por todos os que vieram depois. Tanto no eixo Rio ‚Äď S√£o Paulo ‚Äď Bras√≠lia, como nas demais capitais brasileiras e at√© em cidades expressivas do interior, como Londrina e Uberaba.

 

Querida por todos Rita Guido soprou velinha rodeada de amigas, entre elas as irm√£s Paula e M√īnica Mendes Martins

 

 

No Bahrein, em temporada de curtição do Oriente Médio, Esther Luiza Hercos, Soraia Baroni, Nádia e Maíta Prata

 

Super mestra Karla Borges, destaque ao lado dos filhos Guilherme e Raquel, psicóloga já em vias de especialização

 

Em Sampa, para mais cursos de arranjos de flores, Cecilinha Cecílio brindou o niver da filha Marcella no chique La Tambouille

 

Alicia Gomes universit√°ria de Arquitetura em Juiz de Fora FOTO PAULO L√öCIO

 

Iesmim com seu filho José Eduardo Luppi e a irmã Márcia Ribeiro no Museo del Jamon em Madri

 

Ana Luiza √Āvila desta vez est√° nas ruinas do Cambodja

 

Rosinha Brito levou a mana Dadaça para comemorar o niver dela em Buenos Aires esta semana

 

Publicado em 18/02/19

Noam Chomsky √© um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Este pensador americano foi considerado o mais importante da era contempor√Ęnea pelo The New York Times. Uma de suas principais contribui√ß√Ķes √© ter proposto e analisado as estrat√©gias de manipula√ß√£o de massa que existem no mundo hoje.

Noam Chomsky ficou conhecido como ling√ľista, mas tamb√©m √© fil√≥sofo e cientista pol√≠tico. Ao mesmo tempo, ele se tornou um dos principais ativistas das causas libert√°rias. Seus escritos circularam pelo mundo e n√£o param de surpreender os leitores.

Chomsky elaborou um texto did√°tico no qual ele sintetiza as estrat√©gias de manipula√ß√£o maci√ßa. Suas reflex√Ķes sobre isso s√£o profundas e complexas. No entanto, para fins did√°ticos, ele resumiu tudo em princ√≠pios simples e acess√≠veis a todos. Confira a seguir.

1. A distração das estratégias de manipulação maciça

Segundo Chomsky, a mais recorrente das estrat√©gias de manipula√ß√£o massiva √© a distra√ß√£o. Consiste basicamente em direcionar a aten√ß√£o do p√ļblico para t√≥picos irrelevantes ou banais. Desta forma, eles mant√™m as mentes das pessoas ocupadas. Para distrair as pessoas, abarrotam-lhes de informa√ß√Ķes. Muita import√Ęncia √© dada, por exemplo, a eventos esportivos. Tamb√©m ao show, √†s curiosidades, etc. Isso faz com que as pessoas percam de vista quais s√£o seus reais problemas.

2. Problema-reação-solução

√Äs vezes o poder, deliberadamente, deixa de assistir ou assiste de forma deficiente certas realidades. Eles fazem dessa vis√£o dos cidad√£os um problema que exige uma solu√ß√£o externa. E prop√Ķem a solu√ß√£o eles mesmos. Essa √© uma das estrat√©gias de manipula√ß√£o em massa para tomar decis√Ķes que s√£o impopulares. Por exemplo, quando eles querem privatizar uma empresa p√ļblica, intencionalmente diminuem sua produtividade. No final, isso justifica a venda.

3. Gradualidade

Esta é outra das estratégias de manipulação maciça para introduzir medidas que normalmente as pessoas não aceitariam. Consiste em aplicá-las pouco a pouco, de forma que sejam praticamente imperceptíveis.Foi o que aconteceu, por exemplo, com a redução dos direitos trabalhistas. Em diferentes sociedades têm implementado medidas, ou formas de trabalho, que acabam fazendo com que o trabalhador não tenha garantia de segurança social normal.

4. Adiar

Esta estrat√©gia consiste em fazer com que os cidad√£os pensem que est√£o tomando uma medida que temporariamente √© prejudicial, mas que no futuro pode trazer grandes benef√≠cios para toda a sociedade e, claro, para os indiv√≠duos. O objetivo √© que as pessoas se acostumem com a medida e n√£o a rejeitem, pensando no suposto bem que trar√° amanh√£. No momento, o efeito da ‚Äúnormaliza√ß√£o‚ÄĚ j√° operou e as pessoas n√£o protestam porque os benef√≠cios prometidos n√£o chegam.

5. Infantilizar o p√ļblico

Muitas das mensagens televisivas, especialmente publicidade, tendem a falar ao p√ļblico como se fossem crian√ßas. Eles usam gestos, palavras e atitudes que s√£o conciliadoras e impregnadas com uma certa aura de ingenuidade. O objetivo √© superar as resist√™ncias das pessoas. √Č uma das estrat√©gias de manipula√ß√£o massiva que busca neutralizar o senso cr√≠tico das pessoas. Os pol√≠ticos tamb√©m empregam essas t√°ticas, √†s vezes se mostrando como figuras paternas.

6. Apelar para as emo√ß√Ķes

As mensagens que s√£o projetadas a partir do poder n√£o t√™m como objetivo a mente reflexiva das pessoas. O que eles procuram principalmente √© gerar emo√ß√Ķes e atingir o inconsciente dos indiv√≠duos. Por isso, muitas dessas mensagens s√£o cheias de emo√ß√£o. O objetivo disso √© criar uma esp√©cie de ‚Äúcurto-circuito‚ÄĚ com a √°rea mais racional das pessoas. Com emo√ß√Ķes, o conte√ļdo geral da mensagem √© capturado, n√£o seus elementos espec√≠ficos. Desta forma, a capacidade cr√≠tica √© neutralizada.

7. Criar p√ļblicos ignorantes

Manter as pessoas na ignor√Ęncia √© um dos prop√≥sitos do poder. Ignor√Ęncia significa n√£o dar √†s pessoas as ferramentas para que possam analisar a realidade por si mesmas. Diga-lhe os dados aned√≥ticos, mas n√£o deixe que ele conhe√ßa as estruturas internas dos fatos. Manter-se na ignor√Ęncia tamb√©m n√£o dar √™nfase √† educa√ß√£o. Promover uma ampla lacuna entre a qualidade da educa√ß√£o privada e a educa√ß√£o p√ļblica. Adormecer a curiosidade de conhecimento e d√° pouco valor aos produtos de intelig√™ncia.

8. Promover p√ļblicos complacentes

A maioria das modas e tend√™ncias n√£o s√£o criadas espontaneamente. Quase sempre s√£o induzidas e promovidas de um centro de poder que exerce sua influ√™ncia para criar ondas massivas de gostos, interesses ou opini√Ķes. A m√≠dia geralmente promove certas modas e tend√™ncias, a maioria delas em torno de estilos de vida tolos, sup√©rfluos ou mesmo rid√≠culos. Eles convencem as pessoas de que se comportar assim √© ‚Äúo que est√° na moda‚ÄĚ.

9. Reforço da auto-censura

Outra estratégia de manipulação em massa é fazer as pessoas acreditarem que elas, e somente elas, são as culpadas de seus problemas. Qualquer coisa negativa que aconteça a eles, depende apenas delas mesmas. Desta forma,  fazem-lhes acreditar que o ambiente é perfeito e que, se ocorrer uma falha, é responsabilidade do indivíduo. Portanto, as pessoas acabam tentando se encaixar em seu ambiente e se sentindo culpadas por não conseguir. Elas deslocam a indignação que o sistema poderia causar, para uma culpa permanente por si mesmos.

10. Conhecimento profundo do ser humano

Durante as √ļltimas d√©cadas, a ci√™ncia conseguiu coletar uma quantidade impressionante de conhecimento sobre a biologia e a psicologia dos seres humanos. No entanto, todo esse patrim√īnio n√£o est√° dispon√≠vel para a maioria das pessoas. Apenas uma quantidade m√≠nima de informa√ß√Ķes est√° dispon√≠vel ao p√ļblico. Enquanto isso, as elites t√™m todo esse conhecimento e usam-no conforme sua conveni√™ncia. Mais uma vez, fica claro que a ignor√Ęncia facilita a a√ß√£o do poder sobre a sociedade.

Todas essas estratégias de manipulação em massa visam manter o mundo como ele é mais poderoso. Bloqueie a capacidade crítica e a autonomia da maioria das pessoas. No entanto, depende também de nos deixarmos ser passivamente manipulados, ou oferecer resistência tanto quanto possível.

Publicado em 05/07/18
¬†O Sal√°rio n√£o √© a principal fonte de insatisfa√ß√£o dos brasileiros dentro das empresas. Mais do que uma remunera√ß√£o condizente com o que seria justo pelo seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organiza√ß√Ķes. Ser mais uma pe√ßa da engrenagem √© um fardo nos tempos atuais, defende o fil√≥sofo M√°rio S√©rgio Cortella.

Docente, educador, palestrante e consultor de empresas, Cortella afirma que a principal causa da atual desmotiva√ß√£o √© a aus√™ncia de reconhecimento. E ela manifesta-se de v√°rias formas: do chefe injusto √† falta de valoriza√ß√£o em cada projeto e tarefa. N√£o √© uma quest√£o puramente de promover o elogio desmesurado, mas uma forma de ‚Äúdar a energia vital ao funcion√°rio para continuar fazendo e seguindo em frente‚ÄĚ.

√Č principalmente evitar a mensagem de que ‚Äún√£o ser mandado embora j√° √© um elogio‚ÄĚ ou que ‚Äúo sil√™ncio √© a melhor maneira de dizer que est√° tudo em ordem‚ÄĚ.

Em seu novo livro, M√°rio S√©rgio Cortella fala sobre reconhecimento e de outras quest√Ķes que considera inerentes √† insatisfa√ß√£o de muitas pessoas hoje em rela√ß√£o ao pr√≥prio emprego. Em ‚ÄúPor Que Fazemos O Que Fazemos‚ÄĚ [Editora Planeta], o professor reflete sobre pr√≥posito e por que as pessoas almejam empregos que conciliam uma satisfa√ß√£o pessoal e a certeza de n√£o realizar um esfor√ßo ‚Äúin√ļtil‚ÄĚ dentro da sociedade. Este tipo de afli√ß√£o ganha maior evid√™ncia com a gera√ß√£o millennial que passou a almejar um ‚Äúprojeto de vida que n√£o soe como conformado‚ÄĚ, ou seja, do trabalho pelo trabalho.

√Č sonhar com o trabalho grandioso, com uma rotina que n√£o seja mon√≥tona, com um ‚Äėprojeto que fa√ßa a diferen√ßa‚Äô. Por outro lado, √© uma gera√ß√£o tamb√©m que chega ‚Äď em parte ‚Äď com pouca disciplina, que tem ambi√ß√£o e pressa, que v√™ seus desejos como direitos ‚Äď e ignora os deveres.

Todas essas afli√ß√Ķes corporativas t√™m moldado a forma de atuar das empresas e das pessoas na hora de se associarem a um emprego. Em momentos de crise econ√īmica, elas ganham um n√≠vel de contesta√ß√£o ainda maior. Em entrevista √† √Čpoca Neg√≥cios, Cortella comenta esses dilemas e mudan√ßas, os ‚Äúsen√Ķes‚ÄĚ de se fazer o que se ama e por que h√° uma ‚Äúobsess√£o enorme por uma ideia de felicidade que n√£o existe‚ÄĚ: o RECONHECIMENTO.

Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém

As pessoas n√£o querem mais somente um sal√°rio mais alto, querem acreditar que fazem algo importante, autoral. Por que a necessidade de ter prop√≥sito ganhou maior relev√Ęncia? √Č uma quest√£o geracional?

Ela √© mais densa e angustiante na nova gera√ß√£o que enxerga muitas vezes na gera√ß√£o anterior, que a criou, certa estafa em rela√ß√£o ao prop√≥sito. √Č muito comum que jovens e crian√ßas enxerguem hoje nos pais algum cansa√ßo e at√© tristeza naquilo que fazem. O pai e m√£e dizem ‚Äúeu trabalho para sustentar, esse √© meu trabalho‚ÄĚ. H√° uma grande conformidade. E essa conformidade de certa forma acabou marcando uma nova gera√ß√£o, a millennial, que traz a√≠ a necessidade de ter algum projeto de vida.

Eles n√£o querem repetir um modelo que, embora esfor√ßado, dedicado e valoroso soa, de certa maneira, como conformado. Hoje h√° uma afli√ß√£o muito grande na nova gera√ß√£o de maneira que se traduz numa express√£o comum: ‚Äúeu quero fazer alguma coisa que me torne importante e que eu goste‚ÄĚ. A gera√ß√£o anterior tinha um pouco essa preocupa√ß√£o, mas deixou um tanto de lado por conta da necessidade.

Quando o sr. se refere à geração Y, aos millennials, está considerando um recorte ou o todo?

Claro que temos recortes. Não estou falando de quem está atrelado ao reino da necessidade, que precisa trabalhar sem discussão porque precisa sobreviver. Esta é uma questão de outra natureza. O termo millennial que eu adoto, como muitos, é aquele que cunharam para quem nasceu a partir dos anos 1990. E essa geração tem recortes mais diretos em relação à camada social.

Evidentemente se voc√™ considerar aqueles que s√£o escolarizados, t√™m boa condi√ß√£o de vida e que est√£o acima da classifica√ß√£o oficial da classe D, essa gera√ß√£o tem mais possibilidade de escolha √† medida que a sobreviv√™ncia imediata n√£o √© uma quest√£o. Ela pode viver at√© mais tempo com os pais e ser por eles sustentada. Isso vem acontecendo. J√° integrantes das classes D e E t√™m mais dificuldade ‚Äď uma parcela √†s vezes encontra sobreviv√™ncia na transgress√£o, no crime de outra natureza e outros encontram aquilo que √© o trabalho suplicial que o dia a dia coloca sem escolhas.

Como o senhor diz no seu livro at√© para ser mochileiro, voc√™ precisa ser livre de uma s√©rie de restri√ß√Ķes‚Ķ

Sim, voc√™ precisa dominar outro idioma, saber se virar. H√° uma diferen√ßa entre um filho meu, de camada m√©dia, com uma mochila nas costas andando pela rua em rela√ß√£o ao modo que ele se conduz, √† maneira como ele se dirige √†s pessoas do que ele ser, por exemplo, um andarilho. Uma pessoa pode at√© ser mochileira, mas ela j√° tem condi√ß√Ķes pr√©vias que a tornam uma mochileira com menos transtornos do que como seria de outro modo.

O senhor diz frequentemente que, para fazer o que se gosta, é preciso fazer uma série de coisas das quais não se gosta. Esse entendimento provém de uma educação na empresa, da família ou escola?

√Č uma quest√£o de forma√ß√£o familiar. Hoje h√° uma nova gera√ß√£o que, especialmente nas classes A, B e C, cresceu com facilita√ß√Ķes da vida. Hoje a gente at√© fala em ‚Äúadolesc√™ncia estendida‚ÄĚ que vai at√© aos 30 anos e n√£o necessariamente at√© os 18 anos. S√£o as pessoas que continuam vivendo com os pais, sob sustenta√ß√£o.

Isso acabou levando tamb√©m a uma condi√ß√£o, que uma parcela dos jovens entende que ‚Äúdesejos s√£o direitos‚ÄĚ, que v√£o obter aquilo porque √© desejo deles e um outro vai providenciar. Cria-se assim a perspectiva equivocada de que as coisas podem ser obtidas sem esfor√ßo. Mas sabe, eu lembro sempre, trabalhar d√° trabalho. Como costumo dizer: ‚Äús√≥ mundo de poeta que n√£o tem pernilongo‚ÄĚ. √Č √≥bvio que isso n√£o anula a riqueza que essa nova gera√ß√£o tem de criatividade, expansividade, de receptividade em rela√ß√£o a v√°rios modos de ser. Uma gera√ß√£o mentalmente rica, mas que precisa de um disciplinamento ‚Äď que n√£o √© torturante, mas pedag√≥gico ‚Äď e que come√ßa na fam√≠lia e vai encontrando abrigo na empresa.

Essas estruturas s√£o importantes para que essa energia vital n√£o se dissipe. √Č preciso organizar essa energia de modo que n√£o se perca com inconst√Ęncias, para ser algo que possa de fato gerar benef√≠cio para o indiv√≠duo e para a comunidade dele.

As empresas ainda n√£o sabem lidar, de forma geral, com a energia desses jovens?

N√£o, elas ainda est√£o come√ßando a aprender. H√° algumas que j√° possuem uma certa intelig√™ncia estrat√©gica e est√£o se preparando e preparando seus gestores para que acolham essa nova gera√ß√£o como um patrim√īnio e n√£o como um encargo. Porque quando voc√™ acolhe a nova gera√ß√£o como um encargo, em vez dela ser ‚Äúsangue novo‚ÄĚ, ela se torna algo que √© perturbador. E √© claro que n√£o √© s√≥ o jovem que tem de se preparar para essa condi√ß√£o. √Č necess√°rio que a pessoa que a receba seja acolhedora, mas que tamb√©m se coloque em uma postura de humildade pedag√≥gica. Que ela saiba que vai aprender muito com algu√©m que chega com novas habilidades que a gera√ß√£o anterior n√£o tem. Lidar nos dois polos de maneira que equipes multigeracionais ganhem pot√™ncia em vez de entrarem em situa√ß√£o de digladio ou confronto.

Nesses dois polos, os profissionais mais seniores ficam inseguros com receio de que seu papel n√£o seja mais relevante nas organiza√ß√Ķes. Como eles podem lidar com esse novo cen√°rio?

Eu só conseguirei ter essa percepção de que estou ficando para trás se eu deixar de lançar mão daqueles que chegam com coisas que eu ainda não conheço. E aí eu não vou ter só a percepção, eu vou ficar mesmo para trás. A gente aprende muito com quem chega, mas a gente também tem o que ensinar. Tem dois princípios que precisamos implantar: 1) quem sabe, reparte 2) quem não sabe, procura. Se eu formar seniores e juniores nesses dois princípios, de um lado vai ter generosidade mental e de outro a humildade intelectual.

Essas duas trilhas virtuosas serão decisivas para que a gente construa maior potência no que precisa ser feito.

Com todos esses dilemas e mudanças, a ambição é necessária? Uma pessoa ambiciosa é boa ou perigosa para a empresa?

A pessoa ambiciosa √© aquela que quer ser mais e melhor. √Č diferente de uma pessoa gananciosa, que quer tudo s√≥ para si a qualquer custo. Uma parte do apodrecimento que nosso pa√≠s vive no campo da √©tica hoje se deve mais √† gan√Ęncia do que √† ambi√ß√£o. Eu quero um jovem ambicioso. Eu, Cortella, sou ambicioso. Quero mais e melhor. Mais e melhor conhecimento, mais e melhor sa√ļde. Mas n√£o quero s√≥ para mim e a qualquer custo. A gan√Ęncia √© a desordem da ambi√ß√£o. √Č quando voc√™ entra no dist√ļrbio que √© eticamente fraturado. Por isso, √© necess√°rio que uma parte dos jovens seja ambiciosa. Um ou outro tem sim essa marca da gan√Ęncia caso ele seja criado em uma fam√≠lia, estrutura, comunidade, na qual a regra seja a pior de todas: ‚Äúfazemos qualquer neg√≥cio‚ÄĚ. E essa regra √© delet√©ria, √© mal√©vola aos neg√≥cios que, embora possam ser feitos, n√£o devem ser feitos.

A ambi√ß√£o √© necess√°ria, mas a gan√Ęncia tem que ser colocada fora do circuito.
E quando você junta ambição e pressa?

N√£o √© algo que traz bons resultados. Uma das coisas boas da vida n√£o √© ter pressa, √© ser veloz. Se voc√™ faz um trabalho apressadamente, voc√™ vai ter que fazer de novo. Quando eu vou consultar m√©dico, eu quero velocidade para chegar √† consulta, mas eu n√£o quero pressa na consulta. Velocidade resulta de per√≠cia, habilidade, de ser algu√©m que tem compet√™ncia no que faz. A pressa resulta da imper√≠cia. Por isso, o desenvolvimento da per√≠cia, habilidade, compet√™ncia permite que se fa√ßa algo velozmente. E se sou veloz, aquilo que resulta da minha ambi√ß√£o pode se transformar no meu √™xito. Se sou apenas um apressado, vou ter que lan√ßar m√£o de trilhas escusas para chegar ao mesmo objetivo ‚Äď e o nome disso √© Lava Jato.

O senhor aponta no livro que o maior descontentamento atual dos funcion√°rios nas empresas n√£o √© salarial, mas a falta de reconhecimento. Por que a quest√£o ganhou for√ßa nos √ļltimos anos?

Hoje h√° um anonimato muito forte na produ√ß√£o. Como a gente tem uma estrutura de trabalho em equipe muito grande, o trabalho em equipe quase leva √† anula√ß√£o do reconhecimento do indiv√≠duo. E isso significa que um trabalho em equipe n√£o prescinde da atua√ß√£o de cada pessoa. √Č necess√°rio que n√£o se gere anonimato. Eu insisto: reconhecimento n√£o √© s√≥ pecuni√°rio, financeiro, √© autoral. √Č necess√°rio que a empresa exalte, mostre quem colaborou com aquilo. √Ä medida que voc√™ tem reconhecimento, comemora√ß√£o, celebra√ß√£o, isso d√° energia vital para continuar fazendo. N√£o se entende aquilo como sendo apenas uma tarefa. O reconhecimento ultrapassa a ideia de tarefa. N√£o sei se seu pai fazia isso, mas chegava em casa com o boletim da escola, altas notas, e ele dizia: ‚Äún√£o fez mais que a obriga√ß√£o‚ÄĚ ‚Äď isto √© altamente desestimulador. √Č preciso reconhecer, dizer que √© bacana, comemorar. Aquilo que estimula a continuar naquela rota. Reconhecimento √© a principal forma de est√≠mulo que algu√©m pode ter.

No livro, o senhor tamb√©m cita a obsess√£o por ‚Äúuma tal ideia de felicidade‚ÄĚ que acaba levando as pessoas a viverem muito mais a expectativa do que a realiza√ß√£o. Por que isto ocorre?

A felicidade n√£o √© o lugar onde voc√™ chega. A felicidade √© uma circunst√Ęncia que voc√™ vivencia no seu dia a dia. N√£o tem ‚Äúa felicidade‚ÄĚ. Voc√™ tem circunst√Ęncias de felicidade, ocasi√Ķes, que quando v√™m √† tona n√£o devem ser deixadas de lado. Ningu√©m √© feliz o tempo todo ‚Äď isso seria uma forma de idiotia ‚Äď √† medida que a vida tem suas turbul√™ncias.
Mas quando ela vier, admita a felicidade. Colocar a felicidade só num ponto futuro, inatingível, isso é muito mais resultante de uma dificuldade de lidar com a questão do que concretamente uma busca efetiva. Por isso, sim, a felicidade é uma desejo porque o mundo tecnológico nos colocou em contato com tantas coisas, mas nos deu uma certa marca de solitariedade, de ficar solitário com relação àquilo que se tem, a uma ausência de contato muito forte.

Tudo √© muito virtual e isso acaba gerando desconforto interno, ang√ļstia nas pessoas. E a felicidade √© um nome que as pessoas d√£o para superar essa ang√ļstia.¬†O que √© felicidade para o sr?

√Č a que eu tenho na minha viv√™ncia. Quando percebo uma obra feita, uma aula bem dada, um abra√ßo sincero, afeto verdadeiro, conquista merecedora. S√£o meus momentos de felicidade. N√£o s√£o um lugar onde desejo chegar.

Publicado em 05/07/18

Mais que um casamento, a união do filho de Diana e Charles é um ato político Рno Reino Unido com repercussão mundial

H√° poucos anos, a monarquia jamais permitiria que o pr√≠ncipe William, prov√°vel futuro rei da Inglaterra, tivesse um meio-irm√£o de pele escura e ligado ao Islamismo.¬†Por isso, teria ocorrido um compl√ī real para sabotar o namoro de Diana, m√£e do herdeiro, com o m√©dico paquistan√™s Hasnat Khan, e, anos depois, boicotar o relacionamento dela com o multimilion√°rio eg√≠pcio Dodi Al-Fayed, ao lado de quem estava no fat√≠dico acidente de carro em 31 de agosto de 1997. Hoje, a afroamericana Meghan Markle recebeu o apoio negado aos namorados mu√ßulmanos da m√£e de Harry.

Esses dois homens mu√ßulmanos e sem ‚Äėsangue azul‚Äô representavam uma quebra de paradigma inaceit√°vel aos membros conservadores da corte da Rainha Elizabeth.¬† Na √©poca da morte de Diana surgiu at√© um boato de que ela estaria gr√°vida de Dodi.¬†O desastre na Pont de l¬īAlma, em Paris, teria sido intencionalmente provocado para impedir que a princesa desse a William um irm√£o mesti√ßo, plebeu e n√£o seguidor dos dogmas da religi√£o oficial dos nobres, a Igreja Anglicana.

Teorias conspirat√≥rias √† parte, somente agora, quase 21 anos depois da morte de Diana, a realeza abre os bra√ßos para receber algu√©m fora do perfil tradicional.¬†Meghan Markle acaba de se tornar a esposa do pr√≠ncipe Harry, ca√ßula de Diana e Charles, √© miscigenada (pai branco, m√£e negra), norte-americana, atriz e divorciada.¬† Claro que v√°rios arranjos foram rapidamente providenciados para adaptar as coisas. Ela ganhou cidadania brit√Ęnica e se converteu ao Anglicanismo. O batismo aconteceu no in√≠cio do m√™s.¬† Disse adeus¬†√† carreira art√≠stica e n√£o ter√° mais a agitada vida social com os amigos de Los Angeles, sua cidade natal, e Toronto, no Canad√°, onde vivia por contas das grava√ß√Ķes de uma s√©rie de TV.¬† O contato com a fam√≠lia tamb√©m ser√° menor.O pr√≥prio cerimonial do casamento que est√° acontecendo agora, mostra a aus√™ncia do pai e a figura discreta da m√£e da noiva – que se emocionou muito, diga-se de passagem.

A simpatia imediata dos s√ļditos fez a diferen√ßa para que Sua Majestade e o cl√£ Windsor aprovassem a plebeia.¬†Outro fator important√≠ssimo: eventuais filhos miscigenados de Meghan e Harry ter√£o chance m√≠nima de assumir o trono.
S√≥ para relembrar, o pr√≠ncipe √© somente o sexto na linha sucess√≥ria.¬† Antes dele est√£o o pai, Charles, o irm√£o mais velho, William, e os sobrinhos George, Charlotte e Louis ‚Äď todos dentro do ‚Äėpadr√£o‚Äô de monarca visto h√° s√©culos.

Mesmo assim já é um grande avanço relevante. A chegada de Meghan simboliza a aceitação da diversidade na dinastia mais famosa do planeta. Primeiras pinceladas de modernidade à monarquia. Até porque, a própria Rainha Elizabeth concedeu a Harry e Meghan o título de duque e duquesa de Sussex, título de nobreza que existe desde o início do século 19.

Publicado em 19/05/18
SOBRE MIM

Sou Virginia Abdalla, jornalista há mais de trinta anos. Ao longo desse tempo, assinei coluna social autoral, nos diários Jornal da Manhã e Jornal de Uberaba, trabalhando com conteúdo ético e abrangente. Espaço aberto para reportagens sociais e voltado também para comportamento, lifestyle, moda, cultura, gastronomia, ciências e tendências. Editei cadernos especiais de jornais e revistas, comandei programa de entrevistas em TV local e integro o quadro de colaboradores da publicação JM Magazine,  sempre procurando destacar pessoas pelo seu talento e fatos pela sua importância transformadora.
 Este é o foco do meu trabalho jornalístico, em prospecção para este Blog, on line desde 2012 - um novo e necessário caminho para fincar os pés no presente e tecnológico universo.
Sou graduada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Santo Thomaz de Aquino - com especializações no setor - e pós-graduada em Educação Latu Sensu pela Universidade de São Carlos. Empresária, mãe, avó, filha e mulher que eventualmente se permite expressar através de produções de arte sustentável.

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